A FORMAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL INDÍGENA

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DO POVO AKWẼ-XERENTE

  • Mariléa Borges de Lima Salvador Universidade Federal do Tocantins - UFT
  • Marília de Fátima Lopes Golfeto Universidade Federal do Tocantins - UFT

Resumo

Esse artigo analisa o contexto da política de educação indígena superior dos acadêmicos Akwẽ-Xerente  do curso de serviço social da Universidade Federal do Tocantins com suas determinações sociopolíticas e socioculturais expressas no encontro de culturas diferentes, indígenas e não indígenas, e no processo de ensinoaprendizagem do referencial teórico-prático privativo e associado à formação em serviço social, ambos pertinentes as relações inerentes da vida acadêmica, apregoadas pelas ações afirmativas da política de educação superior neodesenvolvimentista de matizes democráticos-participativos inconsistentes, marcada pela privatização, mercantilização e a expansão das Instituições públicas e privadas, aprofundadas nos anos de 1990 com continuidade na primeira década do século XXI.

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Assistente Social, Mestre e Doutora em Serviço Social pela UFRJ. Docente Adjunto da Universidade Federal do Tocantins, do Curso de Serviço Social, Campus de Miracema.

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Publicado
2018-10-14
Como Citar
SALVADOR, Mariléa Borges de Lima; GOLFETO, Marília de Fátima Lopes. A FORMAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL INDÍGENA. Multidebates, [S.l.], v. 2, n. 2, p. 116-135, out. 2018. ISSN 2594-4568. Disponível em: <http://www.faculdadeitop.edu.br/revista/index.php/revista/article/view/103>. Acesso em: 17 nov. 2018.
Seção
Artigos